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25/10/2018 - Fonte: Cbic

Análise do Ciclo de Vida dos produtos é fundamental para a avaliação real do desempenho do setor

A Análise do Ciclo de Vida (ACV), que estuda os aspectos ambientais e os impactos potenciais positivos e negativos ao longo da vida de um produto ou serviço, foi abordada pela professora Vanessa Gomes, da Universidade Unicamp, na última reunião da Comissão de Meio Ambiente (CMA) da Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC), com a correalização do Senai Nacional, no dia 26 de setembro, na sede do SindusCon-SP, em São Paulo. “É muito difícil conseguir adotar uma nova postura e um direcionamento mais sustentável sem medir como está o desempenho do setor no atual momento e se, eventualmente, estamos conseguindo alcançar melhorias nesse desempenho. Para tanto, faz-se necessário encontrar uma forma de mensuração”, menciona Vanessa Gomes, destacando que “a vantagem principal da ACV é que ela permite uma análise quantitativa. A escolha de um produto não é mais apenas por suposição, a especificação passa a ser em função das informações reais do produto”.
Para uma análise de desempenho ambiental mais efetiva, Vanessa Gomes destaca a importância de se conseguir ampliar as pesquisas e informações referentes a outros produtos chaves do setor da construção civil – além do cimento, da areia e da argamassa – relacionados especialmente a envoltória e à estrutura, o que poderia ser obtido por meio de uma articulação junto aos fornecedores de serviços e construtoras, fontes essenciais de informações para banco de dados.

“Condomínio Solares” também foi destaque da reunião. O diretor executivo da empresa Ecoluz, Luis Carlos Lima, demonstrou que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por meio das Resoluções nº 482/2012 e 687/2015, possibilitou aos usuários produzir sua própria energia para consumo. Foi apresentado o case do Condomínio Solar Terra do Sol Empreendimentos Solares, localizado em Butirama-BA. Os condomínios solares seguem a metodologia de geração compartilhada na qual o usuário pode ser um investidor do empreendimento ou um locatário de energia para o seu consumo. Lima esclarece que, existe um consenso que, num futuro próximo, as distribuidoras de energia comercializarão apenas a infraestrutura de distribuição, e a energia, propriamente dita, será gerada ou adquirida pelo usuário.

Para o presidente da CMA/CBIC, Nilson Sarti, os condomínios solares são um novo modelo de fonte de energia, que ainda têm muito espaço para evoluir, especialmente no âmbito das regulamentações nacionais e locais. Observou que a energia solar foi tema das propostas dos candidatos à presidência nesta campanha. Registrou ainda que energia é um dos temas prioritários da CMA, que está se preparando para acompanhar as audiências públicas da Aneel.

Já o tema “Reciclagem de Vidro e Condomínio Solares” foi apresentado pela gerente de Projetos de Relações do Governo da Associação Brasileira da Indústria de Vidro (Abividro), Ana Paula Bernardes. Segundo ela, há uma diferença no fluxo logístico de distribuição e logística reversa do vidro em função da sua tipologia. “Existe o vidro de embalagens, também chamado de vidro oco, que obrigatoriamente realiza a logística reversa dos seus produtos; e o vidro plano, também chamado de vidro float, utilizado geralmente na construção civil, na indústria automobilística e na indústria branca, cujo descarte obedece a regulamentação em função do seu produto de uso final (esquadria, geladeira, painel de vidro, etc). Num país continental como o Brasil, não há como discutir reciclagem sem discutir logística reversa”, mencionou Ana Paula Bernardes, destacando que “a reciclagem deve ser a quarta tentativa de se resolver o problema de resíduos, sendo que a primeira é a não geração, a segunda: a redução, a terceira: a reutilização, depois a reciclagem e em último caso o tratamento do resíduo, considerando a disposição final ambientalmente adequada dos rejeitos”.




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